Na postagem de hoje, vamos ajudar você a descobrir qual o melhor instrumento pra você estudar, piano ou teclado. Pedimos a ajuda do nosso professor Jonas Magalhães , que respondeu algumas perguntas para te ajudar a decidir qual instrumento comprar e/ou estudar. Bora?

Primeiro vamos conhecer um pouquinho sobre o Jonas e vamos a entrevista.

“Eu sou o Jonas e estudo piano a praticamente 11 anos. Comecei a estudar piano justamente para “relaxar” um pouco das obrigações do vestibular, acabou que no final das contas eu me descobri querendo tocar mais piano do que passar na faculdade de medicina que eu pretendia ingressar. Comecei a estudar em uma escola de música perto de onde eu morava no Rio de Janeiro, e alguns meses depois minha professora acabou me encaminhando para Escola de Música Villa-Lobos, uma das escolas mais tradicionais do ensino de música no Rio de Janeiro. Por seis anos praticamente morei na escola até passar para o Conservatório de Tatuí e me mudar para São Paulo que é onde eu estou morando a três anos!”

Qual a principal diferença entre o piano e o teclado?

Bom, em geral, o piano possui uma extensão maior do número de teclas. Os teclados são mais compactos e possuem uma quantidade relativamente menor de teclas; o teclado, geralmente, possui uma série de ferramentas que mudam a sonoridade do teclado com intuito de que o tecladista ofereça diferentes timbres (sons).

Quem deve estudar piano?

O piano é para aqueles que adoram descarregar sua energia com Beethoven e aqueles fortíssimos que assustam os vizinhos; ou para quem curte uma chuvinha e aquele sentimento de melancolia que só Chopin consegue trazer. Em geral, o piano é um instrumento que é dedicado a todos que querem seguir no clássico – e no popular também, se você domina o piano, imediatamente você domina o teclado. O piano popularmente é assemelhado a uma orquestra graças a sua enorme extensão sonora.

Quem deve estudar teclado?

O teclado é para aqueles que querem desenvolver, principalmente, técnicas de acompanhamento popular. Possui, geralmente, uma extensão menor que o piano, podendo chegar a possuir apenas 5 oitavas. Muitos falam que o tecladista é menos experiente que o pianista, mas não é bem assim. Apesar do pianista possuir uma certa vantagem em relação ao número de teclas, o tecladista é caracterizado por conseguir improvisar e explorar os timbres e funcionalidades eletrônicas que os teclados geralmente possuem.

Quais marcas de piano e teclado você indica para quem está começando?

Yamaha e Cássio; são marcas boas e que duram. Meu piano digital da Yamaha, por exemplo, foi começar a dar defeito depois de quase 12 anos de uso! Se você possui um ambiente livre de poeira, por exemplo, esse tempo de uso pode praticamente dobrar.

Quais músicas você indica para quem está começando no instrumento?

Seja para o piano, seja para o teclado, a primeira coisa que é preciso para quem toca um instrumento de tecla é destravar os dedos e se acostumar com o uso das duas mãos. Então eu sempre indico que seja usado os métodos iniciais usados nas escolas de música tradicionais: Leila Fletcher (volume 1), Bela Bartok (volume 1), A Dose do Dia ou partituras simplificadas de músicas populares para apresentação de elementos como cifras.

Qual instrumento você estuda mais e por quê?

Estudo muito mais o piano por conta da minha formação e pelo meu gosto pelas músicas clássicas. Recentemente, por exemplo, iniciei o estudo da famosa – e difícil – Sonata ao Luar de Beethoven.

Quem toca piano, toca teclado e vice versa?

Talvez quem toque piano, de fato consiga se virar no teclado; e de fato, alguns tecladistas apresentam uma certa dificuldade na hora de tocar em pianos (os pianos, geralmente, possuem teclas mais duras). É preciso sempre levar em consideração que tecladistas, geralmente, tocam músicas populares, assim como os pianistas, as chamadas músicas clássicas (isso é apenas uma generalização para melhor explicar).

Qual dica você daria para quem quer começar a estudar piano ou teclado?

Tenha paciência. Ninguém vai se tornar o próximo Mozart com duas semanas de estudo. A menos, é claro, que você seja a própria reencarnação dele. Contudo, sendo a grande maioria não-encarnações de gênios musicais, é preciso ter em mente que o aprendizado da música precisa de tempo, paciência e muito esforço. Para os que costumam dizer que estudar música é um dom, eu sempre costumo responder: dom é você sair voando, ler mentes e talvez transformar água em vinho; música é trabalho, paciência e prazer!

Estudem sempre lento no começo. Usem a música como um trabalho para a ansiedade. É fácil? Não. Mas estudando lento, vocês irão perceber que as músicas irão gradualmente acontecendo. Tenha calma. Estude com vontade. Por mais que muitos acabem não seguindo a carreira de musicistas, tenho uma professora de piano que em uma entrevista foi perguntada o que ela achava de trabalhar com música, sua resposta foi: “Eu não trabalho com música. Eu faço música. Tocar piano para mim não é um trabalho. É um prazer. Um prazer que demanda estudo e paciência”.

Katherine Ebesui

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